Como habitualmente me acontece nesta época, fiquei doente, stressei pela falta de presentes e pela organização em cima do joelho para a ceia de natal...faltou o frio (sem saudade), a mãe, o pai, a mana, os avós, os tios e os meus já grandes priminhos!!! Contei, no entanto, com a divertida presença da Catarina, Cris, Benjamin, David e Fernanda, e claro com o Óscar, isto porque o Natal passou-se na simpática casa do Dudi que está de férias no Brasil, com uma pequena paragem em NY (seu sortudo)!!!! A Melhor presença de todos, perdoem-me, foi a do meu José, que voou meio mundo para estar comigo! "Vive l'amour"!! Os presentes de Natal voaram directamente de Darwin sob pena dos convivas receberem tai ou sucedâneo. In the end, foi muito divertido! Ainda tentei ligar a alguns amigos que vivem no continente europeu, mas não foi possível falar com todos. Por isso mesmo, aqui ficam os meus votos de felizes festividades! Acima de tudo um 2008 cheio de prosperidade!
Os que requerem notícias minhas amíude, sim, sim, em particular RAL e RUDI, esperem até eu colocar um post sobre a minha primeira experiência no Hospital Nacional Guido Valadares - Dili! Um luxo literário vos digo eu...
Wednesday, December 26, 2007
Monday, December 10, 2007
from all around the world
Encontramos em Dili quase todas as nacionalidades, e assim conheço pessoas de todas as partes do planeta. As festas e o lobby do hotel são locais ideias para apresentações e para a fácil pergunta de introdução: “- Where are you from?” and after that the conversation flows.
Confundo-me na língua a utilizar, o inglês, o francês e o espanhol vão sendo alternados e às páginas tantas falo noutras línguas com os portugueses. Já há progressos no tétum. Às conversas dos timorenses que de alguma forma me atingem respondo em português para surpresa dos intervenientes. Se a Eliza está presente, diz-me: "- Agora falta falar."
Nesta dinâmica de intercâmbio cultural estou eu sentada no jardim da casa de um amigo a ouvir contos e lendas das ilhas do pacífico e do Brasil. Os dois contadores de histórias usam a voz e expressividade facial para dar ênfase aos momentos mais emocionantes da lenda. Ao longe relâmpagos cortam o céu. E eu luto contra o João Pestana porque os contos são imperdíveis. Nestes momentos esbatem-se os sentimentos negativos de quem sendo malae vive num país em reconstrução, onde a natureza e as histórias de vida de cada um de nós é a nossa única diversão.
Nesta dinâmica de intercâmbio cultural estou eu sentada no jardim da casa de um amigo a ouvir contos e lendas das ilhas do pacífico e do Brasil. Os dois contadores de histórias usam a voz e expressividade facial para dar ênfase aos momentos mais emocionantes da lenda. Ao longe relâmpagos cortam o céu. E eu luto contra o João Pestana porque os contos são imperdíveis. Nestes momentos esbatem-se os sentimentos negativos de quem sendo malae vive num país em reconstrução, onde a natureza e as histórias de vida de cada um de nós é a nossa única diversão.
Até eu!
Até eu já faço comentários aos blogs dos malae... e neles vejo que há sentimentos e visões comuns. Maravilhosos cartoons ilustram realidades e sentimentos.
Monday, December 3, 2007
O dote...
Dudi vem-me buscar para fazermos o nosso jogging e vem acompanhado da sua secretária Dona Benvinda. Eu entro no carro e somos apresentadas. Dona Benvinda lança um dos mil sorrisos e um pequeno riso. Dudi fala em tétum, pergunta-me se estou bem e diz a Dona Benvinda que estou a aprender a língua e que rapidamente estarei a falar. Pergunta-lhe sobre o feriado do dia seguinte e se se prevê algum distúrbio. Dona Benvinda responde que não. Deixamos Dona Benvinda na sua casa que é uma tenda num campo de deslocados e seguimos para a nossa corrida. Diz-me então Dudi: “- Tenho que lhe contar algo, disse a Dona Benvinda que tinha dado 10 búfalos a seus pais e que você é muito, muito cara”.
Entre um sorriso e a indignação lá fomos falando sobre o dote. Nos vários distritos de Timor há a tradição do dote. O homem que quer casar com determinada rapariga tem que pagar por ela a seus pais. E por esta troca comercial a rapariga tem que ser trabalhadora sob pena de ser vítima de alguns açoites por parte do marido e sua sogra, afinal a rapariga custou uns búfalos e talvez umas cabras.
Entre um sorriso e a indignação lá fomos falando sobre o dote. Nos vários distritos de Timor há a tradição do dote. O homem que quer casar com determinada rapariga tem que pagar por ela a seus pais. E por esta troca comercial a rapariga tem que ser trabalhadora sob pena de ser vítima de alguns açoites por parte do marido e sua sogra, afinal a rapariga custou uns búfalos e talvez umas cabras.
um dolar..
Numa conversa de café, a propósito de me ter convertido ao acto de regatear e de em Dili se pedir um dolar por qualquer coisa ou qualquer serviço, alguém me disse:
"- aqui tu és um dolar com pernas!".
E a imagética de um dolar com pernas ficou na memória ao ponto de me lembrar da pessoa sempre que alguém me pede um dolar.
"- aqui tu és um dolar com pernas!".
E a imagética de um dolar com pernas ficou na memória ao ponto de me lembrar da pessoa sempre que alguém me pede um dolar.
Tuesday, November 27, 2007
toranja em Timor
Pois é verdade, estou eu dentro de um taxi a caminho da minha aula de tétum quando ouço uma música dos Toranja. A marginal está cheia de trânsito, um calor infernal mas a música essa leva-me até casa. E com os olhos do taxista postos em mim, através do espelho retrovisor, perco a vergonha e acompanho o vocalista enquanto olho Ataúro ao longe.
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